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CARTA DE PRINCÍPIOS DA COMUNIDADE MARRANA CABALÍSTICA (BNEI ANUSSIM) DO RIO GRANDE DO NORTE

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A COMUNIDADE MARRANA CABALÍSTICA (BNEI ANUSSIN) DO RIO GRANDE DO NORTE nasce do reconhecimento histórico, espiritual e ético da presença de descendentes de cristãos-novos — judeus e judias convertidos à força em Portugal — no território nordestino brasileiro; e da permanência, muitas vezes velada, de elementos do Hebraísmo e da Cabala em suas práticas, símbolos, memórias e sensibilidades espirituais. 1. DA MEMÓRIA, DA IDENTIDADE E DO RETORNO CONSCIENTE A COMUNIDADE tem como um de seus princípios fundamentais contribuir para o retorno consciente, livre e responsável, de todas e todos os descendentes de cristãos-novos à Tradição Abraâmica de matriz hebraica, compreendida aqui como herança espiritual, cultural e ética. Esse retorno não exige o apagamento das experiências históricas, culturais, religiosas e simbólicas vividas por seus antepassados ao longo dos séculos de perseguição, dissimulação, adaptação e resistência. Ao contrário, reconhece-se que tais experiências — muitas vezes mar...

RESISTÊNCIA LITERÁRIA E CONTRACULTURAL

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Quando iniciei minha jornada literária, nos meados de 1996, escrevia pequenos ensaios de ordem política e social, voltados ao anarquismo e movimentos sociais e filosóficos congêneres. Na época nasceram: o panfleto Revolução Social , os opúsculos Amor e Anarquia e Romero ; e os zines Subversão e (o dadaístico) O Nada que Desfaz. Esses trabalhos foram divulgados de modo muito subterrâneo - principalmente na capital do Rio Grande do Norte. A partir da metade dos anos 2000, entretanto, progressivamente abandonei o interesse pela historiografia libertária e me entreguei por completo à pesquisa historiográfica, antropológica e espiritualista das Tradições Indígenas e das Ciências Ocultas (de modo especial o Tantra Clássico e a Magia Cerimonial - e muito especialmente o Catimbó-Jurema). Em 2012 publiquei meu primeiro ensaio nesta área, intitulado Espiritualidade Indígena e Culto à Jurema no Rio Grande do Norte (como já foi postado neste blog) e, após mais de 10 livros escritos, recentemente l...

EDIÇÃO COMEMORATIVA

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Este ano comemoro 20 anos no Catimbó-Jurema, agradecendo a Deus e aos Encantados por tão grande presente, por esta enorme Benção com a qual o Universo dignou-se me direcionar. Por isso estarei relançando, através de pré-venda, alguns trabalhos literários de resgate, que realizei desde 2011, relacionados à Espiritualidade Indígena e ao Catimbó-Jurema - sendo o primeiro relançamento uma quarta edição, revisada e ampliada, do livro  ESPIRITUALIDADE INDÍGENA E CULTO À JUREMA NO RIO GRANDE DO NORTE. Espiritualidade Indígena... foi o primeiro trabalho que publiquei, referente à temática Indígena e cabocla; seguido de outros escritos: Visões de Catimbó, Kanindé Rei da Jurema, etc. Em algumas semanas estaremos com novas edições, revisadas, de FUMAÇA DE MATO: 15 RECADOS DE UM ASPIRANTE A CATIMBOZEIRO ; e O LIVRO DO CATIMBOZEIRO MESTRE. Gratidão pelo apoio e pela confiança!

CATIMBÓ É DEFUMAÇÃO

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A palavra "catimbó" provém do Tupi Antigo ka'atimbór. Traduzindo para a Língua Portuguesa, nós temos, literalmente: FUMAÇA DE MATO. Ka'á = MATO Timbor = FUMAÇA Ao contrário do que possa ser afirmado por outros pesquisadores (e com todo respeito e reverência a todas as pesquisas realizadas sobre o assunto), "Catimbó" é a prática da defumação presente em diversas pajelanças e outras tradições de matriz indígena e afro-euro-ameríndia; e um dos nomes que recebe o Culto à Jurema. Esta palavra não significa "surra envenenada", "feitiço", "malefício", "bruxaria"; muito menos "ebó", assim como não é o Catimbó um cipó de origem africana. Em meus livros FUMAÇA DE MATO e BREVIÁRIO DE FEITIÇARIA NATURAL , toco nesta questão (e em diversos outros assuntos). Segue uma defumação, um catimbó, um fragmento de uma Ciência Fina, nascida entre indígenas e caboclos nordestinos, para exemplificar a prática ancestral. Grande abraço...

ESPIRITUALIDADE INDÍGENA E CULTO À JUREMA NO RIO GRANDE DO NORTE

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Está quase pronta a quarta edição de ESPIRITUALIDADE INDÍGENA E CULTO À JUREMA NO RIO GRANDE DO NORTE - o primeiro de meus livros sobre a Jurema Santa e Sagrada, trabalho que é uma síntese geral de meus anos iniciais de pesquisa, bibliográfica e em campo, sobre o Culto à Jurema (conforme ocorria entre nossos antepassados; e dos modos como ele vem sendo realizado em nossos dias, entre indígenas e caboclos, principalmente no litoral do Rio Grande do Norte). Conheci a Jurema, na presente encarnação, inspirados pelos rextos de Arnoldo Krumm-Heller, nos meados de 2005; e não demorou para perceber que o Catimbó é a Tradição da terra em que nasci. No livro, abordo aspectos da história e da cultura dos povos indígenas norte-rio-grandenses - dos momentos iniciais da colonização do território brasileiro aos dias atuais; assim como trato das principais características das pajelanças juremeiras e do Catimbó dos Senhores Mestres - enriquecendo o texto com descrições de práticas catimbó-juremeiras. ...

MAGIA MESOPOTÂMICA

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Sejam bem-vindos(as)ao  ARQUEOLOGIA DO SAGRADO - blog através do qual, conjuntamente com meu canal no YouTube, estarei divulgando os cursos que ministro e os livros que vou escrevendo e publicando, além das pesquisas que realizo nos campos das Tradições Indígenas e Caboclas (de modo muito especial o Catimbó-Jurema) e dos universos da Magia Mesopotâmica e do Tantra-Yoga. A leitura aqui geralmente será breve e objetiva, mas não destituída de conteúdos significativos. De início, venho divulgar o lançamento (que ocorrerá, se Deus quiser, em breve) de dois livros relacionados à mais antiga Escola de Magia Cerimonial conhecida (bem pouco conhecida, é verdade) atualmente neste mundo: a Magia Mesopotâmica.  Quem gosta de História sabe que os pesquisadores consideram a Mesopotâmia "o berço da Civilização", justamente porque foi entre as sociedades organizadas que habitaram a região do entre-rios Tigre e Eufrates, que surgiram a escrita, os primeiros códigos de leis, a astronomia ocid...