ESPIRITUALIDADE INDÍGENA E CULTO À JUREMA NO RIO GRANDE DO NORTE
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Está quase pronta a quarta edição de ESPIRITUALIDADE INDÍGENA E CULTO À JUREMA NO RIO GRANDE DO NORTE - o primeiro de meus livros sobre a Jurema Santa e Sagrada, trabalho que é uma síntese geral de meus anos iniciais de pesquisa, bibliográfica e em campo, sobre o Culto à Jurema (conforme ocorria entre nossos antepassados; e dos modos como ele vem sendo realizado em nossos dias, entre indígenas e caboclos, principalmente no litoral do Rio Grande do Norte).
Conheci a Jurema, na presente encarnação, inspirados pelos rextos de Arnoldo Krumm-Heller, nos meados de 2005; e não demorou para perceber que o Catimbó é a Tradição da terra em que nasci.
No livro, abordo aspectos da história e da cultura dos povos indígenas norte-rio-grandenses - dos momentos iniciais da colonização do território brasileiro aos dias atuais; assim como trato das principais características das pajelanças juremeiras e do Catimbó dos Senhores Mestres - enriquecendo o texto com descrições de práticas catimbó-juremeiras.
Com toda certeza ESPIRITUALIDADE INDÍGENA é uma referência para historiadores, antropólogos, cientistas da religião - e leitura obrigatória a todos e todas que almejam conhecer com maior profundidade os fundamentos históricos e estruturais, as colunas ritualísticas e cosmovisões, dos povos juremeiros. Leia e confirme.
Foi no município de Canguaretama (litoral sul do Rio Grande do Norte) que conheci a Jurema, passando a interagir com terreiros e comunidades juremeiras da região. Também foi no citado município que visitei, pela primeira vez, em 2009, a primeira aldeia que marcou minha existência - a comunidade Potiguara Katu dos Eleutérios - nela interagindo com uma venerável senhora que, na época, era a mais antiga Mestra juremeira da aldeia: a Mestra Geralda.
Frequentei diversos terreiros: o Terreiro Reis Malunguinho, o Centro Mestre Pena Branca e Estrela do Mar, o Centro de Umbanda Caboclo Rompe Mato, o Terreiro Tupinambá, dentre outros espaços sagrados; e tive a abençoada oportunidade de conviver com diversos sacerdotes e sacerdotisas - que considero, de fato, como meus grandes professores - dentre os quais se encontra minha amada Mestra Maria Fernandes.
O que colhi de conhecimentos durante este período, não apenas na Penha, mas em diversos outros municípios do estado do Rio Grande do Norte, no que se refere ao Universo Juremeiro, encontra-se sintetizado em ESPIRITUALIDADE INDÍGENA E CULTO À JUREMA NO RIO GRANDE DO NORTE.
Caso você tenha interesse em conhecer mais desta Obra e queira adquirir um exemplar do livro, entre em contato comigo via Direct em meu perfil no Instagram: @romulo_guyrauna.
Lembremo-nos sempre: A JUREMA GOSTA QUANDO A GENTE ESTUDA.
Lançamento da segunda edição de Espiritualidade Indígena e Culto à Jurema no Rio Grande do Norte
A palavra "catimbó" provém do Tupi Antigo ka'atimbór. Traduzindo para a Língua Portuguesa, nós temos, literalmente: FUMAÇA DE MATO. Ka'á = MATO Timbor = FUMAÇA Ao contrário do que possa ser afirmado por outros pesquisadores (e com todo respeito e reverência a todas as pesquisas realizadas sobre o assunto), "Catimbó" é a prática da defumação presente em diversas pajelanças e outras tradições de matriz indígena e afro-euro-ameríndia; e um dos nomes que recebe o Culto à Jurema. Esta palavra não significa "surra envenenada", "feitiço", "malefício", "bruxaria"; muito menos "ebó", assim como não é o Catimbó um cipó de origem africana. Em meus livros FUMAÇA DE MATO e BREVIÁRIO DE FEITIÇARIA NATURAL , toco nesta questão (e em diversos outros assuntos). Segue uma defumação, um catimbó, um fragmento de uma Ciência Fina, nascida entre indígenas e caboclos nordestinos, para exemplificar a prática ancestral. Grande abraço...
Quando iniciei minha jornada literária, nos meados de 1996, escrevia pequenos ensaios de ordem política e social, voltados ao anarquismo e movimentos sociais e filosóficos congêneres. Na época nasceram: o panfleto Revolução Social , os opúsculos Amor e Anarquia e Romero ; e os zines Subversão e (o dadaístico) O Nada que Desfaz. Esses trabalhos foram divulgados de modo muito subterrâneo - principalmente na capital do Rio Grande do Norte. A partir da metade dos anos 2000, entretanto, progressivamente abandonei o interesse pela historiografia libertária e me entreguei por completo à pesquisa historiográfica, antropológica e espiritualista das Tradições Indígenas e das Ciências Ocultas (de modo especial o Tantra Clássico e a Magia Cerimonial - e muito especialmente o Catimbó-Jurema). Em 2012 publiquei meu primeiro ensaio nesta área, intitulado Espiritualidade Indígena e Culto à Jurema no Rio Grande do Norte (como já foi postado neste blog) e, após mais de 10 livros escritos, recentemente l...
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